Maternidade

A geração smartphone está preparada para os desafios da vida adulta?

Escrito por Mammybelt

Já ouviu o termo “nativos digitais”? São aqueles indivíduos que nasceram depois da popularização das tecnologias. Uma parte desse grupo, nascida a partir de 1995, também é chamada de Geração Smartphone ou iGen.

Mas não se trata apenas de um corte geracional, e sim uma nova dinâmica e comportamento. Os smartphones permitem que eles tenham acesso a, literalmente, tudo, e de forma imediata.

Como isso afeta seus comportamentos? Elas podem se frustrar mais facilmente na vida adulta? E o que dizer das crianças que são privadas do uso dos smartphones, elas ficarão alienadas, excluídas? Essa é uma importante discussão, e, neste post, trazemos alguns elementos para as suas considerações. Veja.

Quando a tecnologia entra na vida das crianças

A tecnologia vem sendo apresentada às crianças por sua rede de relacionamentos, como seus pais, familiares e amigos. A ideia aqui não é buscar um culpado, mas mostrar que a intensidade com que elas são submetidas às tecnologias pode ser controlada.

Os bebês em introdução alimentar, por exemplo. Muitos pais oferecem vídeos no celular ou televisão para distração na hora da refeição, fazendo com que eles não ofereçam resistência em experimentar novos sabores.

Porém isso produz o efeito contrário: ela não presta atenção aos sabores, não compreende a importância da refeição e fica condicionada a se alimentar daquela maneira.

Quando chegam à idade escolar, a tecnologia já faz parte das disciplinas, e isso é muito positivo, pois demonstra como elas são úteis no nosso cotidiano. Mas, ao mesmo tempo, começam a surgir crianças que possuem smartphone, e outras, que não.

As comparações são inevitáveis, o que é um prato cheio para o aparecimento de bullying, sensação de exclusão e a necessidade de consumo de ter um aparelho igual ou melhor do que os amigos.

Desafios na educação dos filhos da geração smartphone

Se, para as gerações anteriores, os smartphones só foram apresentados e ficaram mais acessíveis posteriormente, para os nascidos depois do boom tecnológico, elas já chegam desde o berço com babás eletrônicas transmitindo o soninho ao vivo para os dispositivos móveis dos pais.

É claro que as tecnologias têm aplicações válidas, mas existem outras preocupações com as quais os pais precisam lidar em relação ao uso dos smartphones pelos pequenos, como:

  • tempo de tela, ou seja, as horas em que a criança passa assistindo a conteúdos ou interagindo por meio de dispositivos eletrônicos;
  • dependência;
  • qualidade e compatibilidade do conteúdo ao qual elas estão assistindo;
  • segurança contra ações maliciosas;
  • falta de interação, atividades físicas e vivências sociais;
  • questões ergonômicas, saúde dos olhos e outros efeitos físicos do excesso de uso.

Além disso, por terem tudo a um clique, tendem a ser mais ansiosos e mais suscetíveis à depressão por acreditarem que o que é visto nas redes sociais é um padrão de felicidade que eles não necessariamente vão alcançar.

Além do mais, quanto mais conectado o indivíduo, menos se relaciona socialmente. O contato com os amigos tende a ser por meio dos dispositivos digitais, acarretando uma geração solitária. Nada substitui o olho no olho, o toque, aquela boa risada. 

Dicas para lidar com a geração smartphone

A palavra-chave nessa batalha é: limites. Com o tempo e os conteúdos previamente combinados, os pais não precisam privar seus filhos de expandirem seus conhecimentos e habilidades com as tecnologias, afinal de contas, elas serão cada vez mais presentes em suas vidas, inclusive na vida adulta. 

Com limites definidos, porém, elas entenderão que existem outros conhecimentos, experiências e habilidades a serem adquiridas no mundo real. Isso, inclusive, vai fazer com que eles se fortaleçam psicologicamente e estejam mais preparados para o mercado de trabalho e relações interpessoais.

Além disso, é preciso ter uma linha comunicação aberta com seus filhos e sintonia no discurso dos pais. Conversar sobre o que eles estão assistindo, que os conteúdos nas redes sociais não correspondem à realidade, entre outros, ajuda bastante.

E, claro, a dica final é dar o exemplo. Por isso, não fique o tempo todo no celular, prefira compartilhar momentos e viver os aprendizados juntos aos seus filhos. Vamos ser bem honestos: quem nunca apelou para um joguinho no celular ou um videozinho no You Tube para ter um pouco de sossego? Mas, nós pais, precisamos nos desconectar para exigir o mesmo dos filhos. E para isto, precisamos estar totalmente disponíveis para eles. 

Tem coisa melhor do que um final de semana em que a criança não tem tempo para assistir Netflix, nem recorrer ao celular? Isto sim é vida!!! Mas nem sempre é possível …

Os pais com filhos na geração smartphone ainda terão muitos desafios para definir um equilíbrio saudável com relação ao uso das tecnologias a fim de não impactar o desenvolvimento escolar das crianças, aspectos comportamentais, sociais e seu progresso até a vida adulta, não é mesmo?

Compartilhem conosco como é na casa de vocês? Por aqui, estamos tentando tirar um pouco os eletrônicos porque cada vez mais consideramos (opinião super pessoal) que quanto menos, melhor. Sem falar que o conteúdo ali é livre. Cada um fala o que quer, sem controle algum. Mas confesso que nem sempre é fácil, até porque estar disponível para eles depois de um dia de trabalho é punk. Ah! E por ora, nenhum dos filhos tem celular e nem previsão de ganhar. 

 

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Mammybelt

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