Gestação

Conheça 4 principais complicações na placenta

Escrito por Mammybelt

Uma das mudanças da gestação mais impressionantes é o surgimento da placenta. Esse órgão é tão incrível que algumas culturas primitivas costumavam enterrá-lo depois do nascimento, como uma homenagem à “companheira” do bebê. Por ser tão importante, as complicações na placenta são, também, dignas de muita atenção.

Afinal, ela é a responsável pelo desenvolvimento saudável do bebê: como uma barreira, ela deixa passar oxigênio e nutrientes, mas filtra tudo o que é perigoso, como vírus e substâncias nocivas. Além disso, é a placenta que produz hormônios indispensáveis para a correta fixação do embrião no útero.

Por essas e outras, qualquer complicação deve ter acompanhamento médico. Confira as 4 principais!

1. Placenta prévia

Normalmente, a placenta é anterior ou posterior. No primeiro caso, ela fica na parede da frente do útero. No segundo, na parede de trás (como se fosse nas suas costas). Ela é chamada de placenta prévia quando sua localização é baixa, ou seja, quando ela fica embaixo do útero.

Nesse caso, o grande problema é que ela pode trancar total ou parcialmente a abertura do colo, o que impede o parto normal. Quando é detectado o problema, a gestante é automaticamente classificada como uma paciente de cesárea.

2. Deslocamento de placenta

Como você já sabe, a placenta só existe na gravidez. Depois do nascimento do bebê, seu corpo expele este órgão, com contrações e tudo (é a 3ª fase do parto). Por isso, é um mecanismo natural do organismo “desgrudar” a placenta da parede uterina, justamente para que ela possa sair.

O problema é quando ela descola antes da hora — uma complicação conhecida como deslocamento de placenta. O resultado envolve dor e sangramentos que se concentram próximos ao útero, formando hematomas.

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Em casos mais graves, pode levar até mesmo ao óbito do bebê (pela interrupção no trânsito de nutrientes e oxigênio, uma das funções do órgão). É por isso que, dependendo da altura da gestação, o médico pode antecipar o parto. Esse é um dos motivos de alerta para sangramentos da gravidez, principalmente na reta final.

3. Acretismo placentário

O contrário também é possível: quando ela não desgruda da parede uterina, mesmo depois do parto. Esse é o acretismo, outra das complicações na placenta que podem ocorrer. A consequência mais grave é a hemorragia interna, que pode levar à perda do útero.

O acretismo é mais comum em mulheres que já fizeram cesarianas anteriormente. Caso o médico detecte o problema, ele provavelmente vai optar por remover a placenta cirurgicamente. É o melhor jeito de evitar os sangramentos.

4. Insuficiência placentária

O quarto problema da nossa lista é a insuficiência placentária: quando o órgão não acompanha o desenvolvimento do bebê e, por isso, a nutrição e a oxigenação se tornam insuficientes. Também pode ocorrer de a placenta crescer normalmente, mas por algum motivo não funcionar muito bem.

Tudo isso é diagnosticado por meio das ultrassonografias. As principais causas são hipertensão, diabetes ou o uso de drogas durante a gravidez. Não existe tratamento, mas o médico passa a acompanhar o desenvolvimento do bebê com mais frequência para fiscalizar o ganho de peso fetal e o funcionamento dos órgãos vitais.

Na maioria dos casos, a gravidez vai adiante sem grandes consequências, a não ser pela possibilidade de o bebê ter o peso um pouco abaixo da média. Existem diferentes graus de insuficiência placentária e, nos mais críticos, o médico pode optar por antecipar o parto.

A melhor forma de diagnosticar precocemente essas complicações na placenta é realizar o pré-natal direitinho. Por meio dos ultrassons regulares, seu médico consegue acompanhar de perto a saúde deste importante órgão. Assim, mesmo que haja algum problema, ele pode ser tratado corretamente para que nem você nem o seu bebê corram riscos.

Aproveitando que você está se saindo uma gravidinha aplicada, que tal ler também sobre como funcionam os hormônios da gravidez? Até mais!

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